O enfermeiro e os desafios da inclusão: outros “entrelugares” da formação e da prática profissional

Autores

  • Leidiane Mendes Brito Universidade Federal do Pará
  • Welton Diego Carmim Lavareda Universidade do Estado do Pará e da Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.51723/ccs.v26i01/02.185

Resumo

O presente texto objetiva apresentar panoramicamente alguns dispositivos legais que norteiam o enfermeiro e o cliente surdo em instituições de saúde. Para tanto, ampliaremos algumas discussões sobre cultura e políticas de saúde, trazendo para o debate contribuições dos Estudos Culturais, da Saúde Coletiva e da Comunicação em saúde. Desse modo, trataremos o ambiente hospitalar como um espaço multicultural e o enfermeiro como um agente inclusivo, a fim de produzir dados que exponham a relevância do estudo. Assim, na busca de sistematizar o ensaio em questão, os procedimentos técnicos da pesquisa têm abordagem documental, tendo como instrumento para a produção dos dados, a Lei da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), fundamentalmente em seu artigo terceiro. Almeja-se, com este trabalho, refletir a necessidade de novas políticas públicas que considerem, de fato, o bilinguismo e, ao mesmo tempo, reafirmar que a formação em Enfermagem deve vincular-se ao campo de trabalho e à prática social do enfermeiro.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leidiane Mendes Brito, Universidade Federal do Pará

Mestre em Oncologia e Ciências Médicas (UFPA). Especialista em Saúde Coletiva (UFPA). Professora-pesquisadora da Universidade Federal do Pará.

Welton Diego Carmim Lavareda, Universidade do Estado do Pará e da Universidade da Amazônia

Mestre em Comunicação, Linguagens e Cultura (UNAMA). Professor-pesquisador da Universidade do Estado do Pará e da Universidade da Amazônia.

Referências

1. Bortoni-Ricardo, SM. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola Editorial; 2005.
2. Lavareda, W, Silva, M. LIBRAS: saberes históricos, linguísticos e culturais. Revista Trilhas 2011; 13 (25/26): 97-107.
3. Britto LF. Por uma gramática de línguas de sinais. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro; 1995.
4. Bhabha HK. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG; 2010.
5. Morin E. Educação e complexidade: os sete saberes e outros ensaios. São Paulo: Cortez; 2007.
6. Zaboli ELP, Fracolli LA, Chiesa AM. O cuidado de enfermagem em saúde coletiva - cuidado como trabalho em saúde coletiva. Barueri: Manole; 2013.
7. Carvalho EC, Bachion MM. Abordagens teóricas da comunicação humana e sua aplicação na enfermagem - a influência das teorias gerais da comunicação nos mo-
delos conceituais de enfermagem. Barueri:
Manole; 2012.
8. Chaveiro N, Barbosa MA. Assistência ao surdo na área de saúde como fator de inclusão social (Relatório de Pesquisa). São Paulo: USP; 2005.
9. Vivarta V. A construção de conceitos de senho universal. Brasília: Andi - Fundação Banco do Brasil; 2003.
10. Santos EM; Shiratori K. As necessidades de saúde no mundo do silêncio: um diálogo com os surdos. Revista Eletrônica de Enfermagem 2004; 06(01): 68-76.
11. Hall S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A; 2006.
12. Foucault M. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola; 2010.
13. Skliar CB. A surdez - um olhar sobre a diferença. Porto Alegre: Mediação; 2005.

Downloads

Publicado

25.04.2018

Como Citar

1.
Brito LM, Lavareda WDC. O enfermeiro e os desafios da inclusão: outros “entrelugares” da formação e da prática profissional. Com. Ciências Saúde [Internet]. 25º de abril de 2018 [citado 15º de abril de 2024];26(01/02). Disponível em: https://revistaccs.escs.edu.br/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/185

Edição

Seção

Saúde Coletiva